sexta-feira, 16 de abril de 2021

Gravidez Na Pandemia!

oi, manas?
Tudo bem com vocês?

Hoje vim explicar um pouco do meu sumiço por aqui durante o ano de 2020.
Quem aqui, me acompanha lá no Instagram soube em primeira mão que me tornei mãe.
(fotografia por oficina kids)

no final de 2019 fiquei gravida, mas como tomava todas as precauções pra não engravidar,  não suspeitei a primeiro momento de uma gravidez.
Em vista de está com muito mal estar, vômitos, suuuuper indisposta, um desanimo físico até.
solicitei na farmacia um exame de gravidez, do qual eu conclui que deu negativo. 
 Fui em busca de ajuda medica, onde esse disse, que estava com um quadro de gastrite e iriamos iniciar um tratamento. Embora eu tenha pedido uma endoscopia o medico garantiu que o plano de saúde rejeitaria o pedido, pois o protocolo era tratar primeiramente a gastrite, e que esse exame só era feito em caso de extrema emergência e urgência
Então, iniciei o tratamento, com os medicamentos e alimentos indicados.
ao termino do tratamento medicamentoso, de 20 dias,  todos os sintomas voltaram. 
pesquisei o que os medicamentos tratavam, e entre eles havia um especifico para o enjoo.
daí fiz as contas, quando fui ao medico, eu estava 8 dias com atraso menstrual. Mais pensei, "tá e dai? nunca foi regular a minha menstruação..."
mas ainda assim eu ouvia aquela vozinha, "mulheeeeeerr, faz outro teste."
Liguei pro meu esposo, que ja estava saindo do serviço, e ele me trouxe, mais um exame de urina.
fui fazer o exame segura que daria negativo, outra vez. 
Fiz xixi no palitinho mesmo, e violá.
Os dois risquinhos indicando positivo estavam lá. Mal dava pra acreditar que era possível, mais era!
Fiquei assustada, com medo, sem ação. Chorei de tanto medo, e não consegui falar uma só palvra ao meu esposo. Apenas entreguei o exame e ele fez uma festa.
Chorei a noite inteira com medo...
Na manhã seguinte quis acreditar que o exame podia dar um falso negativo, e fui outra vez ao medico pedir um exame beta hcg.
E adivinhem? A medica me tirou totalmente de meus devaneios.
fiz o exame de sangue onde foi possível ver o resultado positivo... Mas pra mim, ainda parecia tudo tão surreal. Eu mãe? Fala serio!
Eu estava em cho_-que.
Meu marido ligou no plano para marcar o pré-natal, eu não conseguia ter uma ação, e nem pensar direito.

O DIA DA PRIMEIRA ULTRASONOGRAFIA

Fomos juntos fazer o exame e não falamos nada sobre bebês.
Nós eramos o primeiros, entramos na sala com luz baixa, me troquei, a técnica passou o gel frio sobre minha barriga.
Parecia um exame de rotina, ate ela mostrar aquele pontinho flutuando... E falar em termos técnicos, sobre o feto a idade gestacional.
Até que ela colocou pra ouvirmos o coração.
 Naquele momento, TUDO mudou no meu mundo. 
Um batimento forte e tão apressado... Com pressa para viver e vontade de ser.
Eu chorei horrores, mais desta vez de uma emoção inesplicavel.
naquele momento era eu e o pontinho (do tamanho de uma semente de chia) a favor de viver.
Ao voltamos, no carro só falávamos do bebê.
Fomos ao shopping e ficamos por horas olhando roupinhas de bebés, procurando bercinho, banheira, e vários utensílios necessários para um bebê.

Ao decorrer dos dias fui ficando cada dia mais ligada a vidinha que ali estava hospedada em mim. Eu pesquisava sobre tudo para mante-lo saudável em mim.
Também pesquisava varias inspirações de quartinhos no pinterest, todos os dias mudava de ideia, até que veio a inspiração que eu queria para o bebê.

ABRIL DE 2020
Então o vírus covid-19 chegou na minha cidade.
Meu marido, de ferias, decidiu que ficaríamos melhor no interior, afastados da cidade, assim, estaríamos nós três protegidos. 
Já estava no 4° mês de gestação, e ainda não sabíamos se seria menino ou menina.
Estávamos pensando, se faríamos chá revelação, mas resolvemos manter o isolamento ao máximo enquanto fosse possível.
Fizemos o exame e descobrimos um menino. 
Meu marido teve que voltar a trabalhar, com isso voltamos para nossa cidade, onde o caos estava instalado.
Mesmo mantendo o isolamento e as medidas de proteção, meu marido foi infectado com covid-19. Eu estava com 5 mês de gestação.
Fui orientada a trocar as roupas de cama dele todo dia, usar mascara o dia todo, mesmo ele isolado em outro quarto, a comida deixar na porta. A nossa comunicação era por whatsapp.
Certa noite ele me relatou que, temia morrer e não conhecer o filho. Isso foi horrível pra mim.
Meu esposo venceu o vírus, graças a Deus.
Depois disso, tudo se intensificou em cuidados, e higiene, tudo que meu marido queria é que eu não passasse por aquilo gravida. (antes não se sabia as consequências em gravidas, mais temíamos)

REDE DE APOIO

Se eu falar pra vocês que tive uma rede intensiva, estaria mentindo.
Eu gostaria naquele momento de ter as pessoas por perto, sendo mimada como as grávidas são. 
Que por sinal, gravida tem a necessidade de se sentir amada, que não é brincadeira.
A rede veio de forma online, e das pessoas que eu menos esperava, amor e carinho.
Meu marido, que cuidou de mim, em tudo. 
eu não suportava o processo de cozinhar. Era olhar pro alimento e chamar o ugo. (vômitos)
Minha amiga, Cris me lembrava no whatsapp das lives rolando no youtube, e cada uma em seu lar, porem ativamente acompanhando e comentando.
Minha prima, que já fazia um tempo que estávamos mais afastadas passou a acompanhar também via online, porém chegou a me ver de barrigão.
Minha amiga, Dai, que me passava altas dicas de mãe e parto natural.
Minha mãe, que não era muito de mimo, mais estava ansiosa pelo neto.
E duas vizinhas do meu prédio.
Eu procurava ocupar meu tempo da melhor forma possível, lendo, ouvindo musica, praticando atividade física, assistindo filme, me envolvendo na pintura do quartinho do bebê...
 Enfim, tentando viver a maternidade na fase gestacional como dava.



O DIA DO ENCONTRO

Comecei a sentir dores irregulares (pródromos) cinco dias antes da data prevista para o parto.
no dia da data prevista senti muitas dores na madrugada, porém nem o tampão saiu, nem a bolsa estourava, (depois soube que isso não é uma regra)
Fui as 2 horas da manhã para fazer o exame de toque, eu não conseguia ficar muito tempo em pé, as dores eram intensas e a cada 5 minutos.
o primeiro exame não me explicaram como era feito, que seria desconfortável.
Eu estava com 2 cm de dilatação, pensei que me mandariam para casa, mas resolveram me monitorar ( em 2016 perdi um bebê com 93 dias de gestação)
Entreguei então meu plano de parto, do qual o primeiro medico nem se atentou.
Me deu dipirona, e eu não queria tomar analgésico.
por que não falei na hora? por que sentia tanta dor, que não conseguia pensar, quanto mais falar.
O primeiro medico me esqueceu na sala de medicação, fiquei de 2:40 até as 6:30, o horário que viraram plantão. (Deus sabe o que faz)

O outro medico me viu na sala de medicação e pediu pra enfermeira ir me buscar, perguntou o que eu fazia ali. Explique quase monossilábica.
Leu o plano de parto, tentou me tranquilizar, fez o novo toque, 4 centímetros de dilatação.
As dores iam se intensificando com o passar das horas. As massagens pra indução não evoluíam a situação.
 Todo instante exames pois eu queria muito um parto natural.
Porém minha placenta vinha baixando, minha dilatação não estava evoluindo para o parto natural.
as 9:40, três médicos vieram me relatar que um dos exames revelava que meu bebê estava prestes a entrar em sofrimento fetal.
Eu tinha duas escolhas, parto induzido com forceps, ou cesariana. Eu não queria correr o risco que meu bebê sofresse mais do que estava.
Eu só queria ter ele em meus braços, olhar o rostinho dele, sentir o cheiro dele...
Então decidir pela cesariana.
Durante o banho consegui dizer a enfermeira, queria meu esposo, e que tocassem as musicas durante o parto. (a playlist que fiz para meu bebê no spotify)
Entramos no centro cirúrgico, me explicaram que não era permitido filmagens, mas podíamos tirar fotos do bebê. 
A obstetra colocou a play list, e começarão os trabalhos para nosso encontro, e começou ao som de anunciação de Alceu Valença, na voz da Mariana Nolasco.

O meu filho veio no momento que tocava a musica, temporal de Sandy e Tiago Iorc. 
Essa musica, vai ser pra sempre especial pra gente.
Eu chorei ao ouvir o chorinho dele, que parecia dizer "Eu cheguei, eu te amo".
E quando o trouxeram pra mim, e que ele ouviu minha voz, ele parou de chorar pra me ouvir.
Naquele momento eu entendi que nunca tinha amado tanto na vida.
 Um amor limpo, puro, e intenso.
Foi um momento único, marcante.
Por que, Deus sabia o que eu precisava, antes que eu soubesse.


Deus sabia, que eu precisar amar incondicional, eu precisava conhecer o amor de mãe.


SOBRE ESSE ASSUNTO NO CANAL DO YOUTUBE.













beijos meninas, e até breve!














 



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Beijos, Satine.

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